Viver em uma corda bamba

Saks Hahne, Beatriz

Resumo:

Seu modo de se expressar revelava o olhar atento e poucas coisas que a boca fazia passar. Seu corpo era alto, de postura ereta, olhar pra frente, meio tímido, bastante sério. Boca de poucas palavras. Você falava primeiro pela infração, como se fosse ela quem te apresentasse pra mim: a história de uma vida que se conta pelo crime. Mas, seu corpo de menino grande suportava mais do que a transgressão, mesmo que nela durasse por bastante tempo.

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DOI: 10.5151/9786555502763-07

Referências bibliográficas
  • ABRAMOVAY, P. V. O grande encarceramento como produto da ideologia (neo)liberal. In: ABRAMOVAY, P. V.; BATISTA, V. M. (Org.). Depois do grande encarceramento, seminário. Rio de Janeiro: Revan, 2010.
  • AGAMBEN, G. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Autêntica, UFMG, 2010.
  • AGAMBEN, G. Nudez. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
Como citar:

SAKS HAHNE, Beatriz; "Viver em uma corda bamba", p. 118-133. No interior da medida socioeducativa: itinerários narrativos e encontro como resistência. São Paulo: Blucher, 2026.
ISBN: 9786555502763, DOI 10.5151/9786555502763-07