Conversar é um jeito de se cuidar

Saks Hahne, Beatriz

Resumo:

Meses depois do nosso último encontro, você me mandou uma mensagem. Era meia-noite e pedia pra conversar; não andava bem, vinha fazendo coisas que não te pareciam muito legais. Sugeri um café no sábado, dali a dois dias. A vida não caminhava bem pra você, que havia tentado se matar naquela semana. A distância, antes do nosso encontro, foi possível escrever algumas coisas que você tinha me contado sobre o que a sua caminhada tinha te ensinado, como se eu te recontasse coisas suas: que mesmo as coisas muito ruins uma hora passam, que pra seguir em frente você precisa da companhia de quem gosta de você e que conversar é um jeito de se cuidar. Te deixei um poema feito por um jovem que também morava no seu bairro e que dizia que todos os dias decidia não morrer.

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DOI: 10.5151/9786555502763-06

Referências bibliográficas
  • ABRAMOVAY, P. V. O grande encarceramento como produto da ideologia (neo)liberal. In: ABRAMOVAY, P. V.; BATISTA, V. M. (Org.). Depois do grande encarceramento, seminário. Rio de Janeiro: Revan, 2010.
  • AGAMBEN, G. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Autêntica, UFMG, 2010.
  • AGAMBEN, G. Nudez. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
Como citar:

SAKS HAHNE, Beatriz; "Conversar é um jeito de se cuidar", p. 100-117. No interior da medida socioeducativa: itinerários narrativos e encontro como resistência. São Paulo: Blucher, 2026.
ISBN: 9786555502763, DOI 10.5151/9786555502763-06