O corpo do outro invadido
Saks Hahne, Beatriz
Resumo:
Caminhando para a praça, lancei a pergunta sobre o Natal [lembro que perguntei isso meio sem saber o que dizer – eu, andando com você pela primeira vez, no achismo de que aquele fosse nosso primeiro e último encontro, achei que precisava falar. Sei que, logo depois que falei, me arrependi, me sentindo meio boba e muito mais velha que você (e isso sendo um problema em mim). Sei, também, que foi um jeito de começar uma conversa com alguém que eu pouco conhecia]. “E aí, como foi o Natal?” pode ser um modo de lidar com um contexto estranho; um caminho pra uma conversa quando a questão era exatamente essa: “como começar?”. Uma pergunta caída de paraquedas.
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DOI: 10.5151/9786555502763-04
Referências bibliográficas
- ABRAMOVAY, P. V. O grande encarceramento como produto da ideologia (neo)liberal. In: ABRAMOVAY, P. V.; BATISTA, V. M. (Org.). Depois do grande encarceramento, seminário. Rio de Janeiro: Revan, 2010.
- AGAMBEN, G. Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua I. Belo Horizonte: Autêntica, UFMG, 2010.
- AGAMBEN, G. Nudez. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.
Como citar:
SAKS HAHNE, Beatriz; "O corpo do outro invadido", p. 72-85. No interior da medida socioeducativa: itinerários narrativos e encontro como resistência. São Paulo: Blucher, 2026.
ISBN: 9786555502763, DOI 10.5151/9786555502763-04